Hola Chicas!!
Uma estreia La Feriana é sempre um marco no panorama cultural português, não só pelo ambiente de glamour, pompa e circunstância, mas porque um espectáculo La Feriano é sempre um espectáculo que com toda a certeza ficará nas nossas memórias.
Depois de Jesus Cristo Superstar, a fasquia estava alta, por isso a expectativa era muita.
Mas não havia razão para receios: tudo correu bem, os actores estavam em excelente forma e o espectáculo é esplendoroso!
Os actores principais que vi foram Ricardo Soller e Cátia Tavares. Todos eles excelentes vozes. A voz da Cátia soava como uma cantora lírica e o Ricardo parecia um anjinho a cantar.
De arrepiar!!
Mas as cenas onde entram o Bernardo e o Riff, cativam o público que espera acção. Esta nova personagem latina traz-nos mais uma faceta do nosso multifacetado actor e com a ajuda do talentoso Tiago Diogo, temos uma dupla de sucesso.
No campo das personagens femininas, adorei o par Lucia Moniz & Bernardo. Charmosos, lindos, um par romântico que todos vão adorar.
Nesta peça podemos ouvir sonoridades como mambo, cha cha cha, canto lírico e até Rock N' Roll e as vozes são bastante distintas entre si. Muita dança, muito ritmo, muita cor, um guarda-roupa glamouroso, muitos contrastes bem ao jeito dos anos 60 e 70.
As coreografias e as cenas das lutas foram para mim um must. Muito bem realizadas pelos nossos meninos e meninas.Um excelente trabalho da coreógrafa Inna, que revela que foram árduos dias de trabalho.
No final, o discurso do La Feria emocionou artistas e público: Há que sair de casa e ir ao teatro, há que apoiar este tipo de cultura, pois em Lisboa apenas três teatros estão abertos.Lá temos que planear a nossa Invasão com mais gente!!
VENHAM AO TEATRO!!!
Os meus parabéns para todo o elenco, principais ou secundários, mas sem os quais não era possível este espectáculo.
Um aplauso à orquestra e à direcção Musical e a todo o staff.
Um enorme beijo de apoio para o Bernardo, uma personagem bem diferente de JUDAS, mas que está bem entregue.
Desta vez não temos a oportunidade de o ver cantar tanto como nos Jesus mas com o America dá para matar saudades e uns passinhos de mambo e cha cha cha e a coisa está nos trinques!
Vamonos Chicas??
(texto da
Dina)
Nem sei muito bem por onde começar. Foi tudo tão intenso, as emoções estavam em turbilhão, acho que foi tanta coisa maravilhosa junta, que ainda não consegui absorver tudo o que aconteceu.
Logo à chegada, fico deslumbrada com os cartazes gigantes que enfeitam todo o perímetro do teatro. Muita gente já lá estava, apesar de ameaçar chuva a qualquer momento. E à porta vejo o Rui Andrade, uma foto foi inevitável, claro!!!! Desculpa Rui apanhar-te de surpresa. ;)
Lá dentro o ambiente era já muito animado, com o mestre La Féria a distribuir autógrafos. Não resistimos, e ficámos com um para nós. Ao escrever o meu nome brinda-me com isto: “Estela, como uma Estrela!!!” (ou algo parecido!). Devo ter corado até à raiz dos cabelos. E ele então que fala pouco baixo!!!Era chegada a altura de ocupar os lugares e dar uma vista de olhos ao ambiente. Tudo muito composto, sala cheia, tão cheia que o início da peça atrasou um pouquinho.
Sobe o pano e eu a
Papiro em completo êxtase… Os 1ºs segundos são de completo encantamento. O cenário é uma réplica da cidade de Nova Iorque, ali em pleno palco do Politeama. Logo aí se consegue ter bem presente os 1ºs minutos do filme original de 1961.
Entram os actores em cena, e entre eles lá estava quem nós tanto ansiávamos ver, não menosprezando todos os outros, claro! Os assobios, o estalar dos dedos, os movimentos no campo de jogos, as roupinhas tão revolucionárias na altura, tudo, tudo, tão bem combinado, tudo escolhido a dedo, tudo a encaixar numa harmonia perfeita. Fiquei desde logo completamente rendida, extasiada (acho que falo por ambas)…
Ver uma peça onde já conhecemos os actores, a história e as músicas (ainda que as originais) tem um gostinho especial. No Jesus Cristo Superstar eu ia completamente às escuras, apesar de conhecer algumas músicas sem sequer o saber. Ver entrar em palco aqueles actores que mais admiramos e os que não conhecemos mas estamos ansiosos por tal, é sempre um momento emocionante e que dá vontade, desde logo, de aplaudir. Vê-los interpretar aqui papéis completamente distintos dos visto antes é algo delicioso, pois ainda temos enraizadas as suas anteriores personagens.
É chegado o intervalo e já tínhamos as emoções à flor da pele, com a cena que tínhamos acabado de presenciar. Completamente arrepiante!!!Sobe de novo o pano, e somos surpreendidas por um “Sou tão gira!!!”. Já não estávamos contar com ela, mas afinal, lá estava.
Quando dou pela cena derradeira penso para comigo que não pode ser já o fim! Isto pouco tempo antes das lágrimas me escorrerem pela face abaixo. Acho que pela 1ª vez não fiz caso das lágrimas e deixei-as correr, ao mesmo tempo que tentava apreciar os últimos momentos…
As 2 horas que devem ter sido a peça, passaram num ápice. E se há alguma coisa a apontar a este espectáculo será o facto de ver muito curto (para o meu gosto!). É um show grandioso, com um elenco algo extenso, que faz com que certas vozes não possam ser aproveitadas no seu todo.
Mas como soube a pouco, esta foi apenas a 1ª visualização da peça. Muitas mais se seguirão. Politeama, aqui vou eu!!!Depois destas emoções todas, era tempo para outras talvez até mais intensas…
(texto da
Star)
Apreciação da
Vânia